A importância da comunicação

Há alguns anos atrás investir em Comunicação Estratégica era privilégio das grandes corporações, que sempre dispuseram de verbas específicas para este setor. Hoje quem não destina parte do seu orçamento para desenvolver ações que visem aumentar a visibilidade de seu negócio, fidelizar ou conquistar novos clientes está fadado ao fracasso.

Pesquisa realizada para o Estudo de Benchmarking em Gestão de Projetos, desenvolvido pelo Project Management Institute Brasil (PMI) aponta que:

Em 76% das empresas pesquisadas, o problema com a comunicação é o principal motivo pelo fracasso dos projetos.

Fracassar em um empreendimento é perder muito dinheiro, pois, para 46% dos empreendimentos, o investimento foi de 1 a 10 milhões de reais no setor de projetos.

Uma empresa que não tem pelo menos um site  para apresentar seus produtos e serviços é  esmagada imediatamente pela concorrência. Muitos microempresários ainda acreditam que a comunicação não está ao alcance deles, mas essa visão precisa ser mudada imediatamente. Nos dias atuais não há mais espaço para o amadorismo. Com o avanço das tecnologias e das redes sociais, o consumidor está cada dia mais exigente, atento à qualidade dos serviços prestados. Qualquer passo em falso, pode acabar com a imagem e reputação de uma empresa em apenas um clique.

A terceirização de serviços também vem crescendo cada dia mais. Pequenas empresas hoje são fornecedoras das grandes e estão sendo observadas o tempo todo. Ao participarem de uma concorrência, precisam mostrar que são inovadoras, que respeitam o meio ambiente e estão preocupadas com a satisfação dos seus clientes, parceiros e funcionários. E todo o discurso de Comunicação precisa estar alinhado aos objetivos da empresa. Mas isso não significa que o cliente terá que desembolsar enormes valores em publicidade e propaganda. Às vezes soluções simples, como um e-mail marketing, o desenvolvimento de um folder,  um bom conteúdo institucional no site, atualizações de redes sociais,  blogs e outros canais de interação com o consumidor podem fazer a diferença quando se deseja atingir um público específico.

Estamos praticamente às vésperas da Copa do Mundo de 2014 e haverá demanda de serviços para vários setores da Economia, por isso é preciso se preparar. O Mapa de Oportunidades de Negócios para Micro e Pequenas Empresas nas Cidades-Sede,  um estudo inédito encomendado pelo Sebrae à Fundação Getúlio Vargas, aponta  456 oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas que deverão surgir em decorrência da Copa do Mundo de 2014 somente no estado de São Paulo. O setor de comércio concentra 51% delas, seguido pelo de serviços (30%) e indústria (19%).

Até 2013, por meio do Programa Sebrae 2014, serão investidos R$ 80 milhões em iniciativas para possibilitar que os pequenos negócios aproveitem as oportunidades da competição. Os recursos estão sendo aplicados em programas de consultoria, inovação e acesso a mercados, como o Sebrae Mais, Sebraetec e Centrais de Negócios. Em todo o país, o estudo revela 930 oportunidades de negócios para micro e pequenas empresas nas 12 cidades-sede. O estudo mapeou nove setores de atuação: construção civil, tecnologia da informação, madeira e móveis, têxtil e vestuário, turismo, produção associação ao turismo, comércio varejista, agronegócios e serviços.

#FICAADICA!

Patrícia Siqueira
Jornalista e colaboradora Ludka